Catavento de Palavras

O movimento.
O ar.
As transformações.
As velocidades.
O vento.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DICA DE HOJE

O Portal do Professor é um site bem interessante.
Há variedades de recursos e algumas aulas disponíveis.
Em minhas pesquisas deparei com a aula  da Professora Mariane Éllen da Silva, com o título:  Quais estratégias de contação de história podem auxiliar o processo de leitura e escrita?
Uma aula  possível  de  adequar a realidade local, visto que envolve alunos, suas famílias e unidade escolar. Nessa aula, a  contação de história é um recurso que auxília o processo de leitura e de escrita.
É abordado algumas estratégias de leitura para facilitar o aprendizado dos alunos tornando lúdico e prazeroso.



Não deixe de acessar e  visualizar a aula na integra!


domingo, 27 de novembro de 2011

Poesia...

No mundo há muitas armadilhas
Ferreira Gullar

No mundo há muitas armadilhas
e o que é armadilha pode ser refúgio
e o que é refúgio pode ser armadilha


Tua janela por exemplo
aberta para o céu
e uma estrela a te dizer que o homem é nada
ou a manhã espumando na praia
a bater antes de Cabral, antes de Tróia
(há quatro séculos Tomás Bequimão
tomou a cidade, criou uma milícia popular
e depois foi traído, preso, enforcado)


No mundo há muitas armadilhas
e muitas bocas a te dizer
que a vida é pouca
que a vida é louca
E por que não a Bomba? te perguntam.
Por que não a Bomba para acabar com tudo, já
que a vida é louca?


Contudo, olhas o teu filho, o bichinho
que não sabe
que afoito se entranha à vida e quer
a vida
e busca o sol, a bola, fascinado vê
o avião e indaga e indaga


A vida é pouca
a vida é louca
mas não há senão ela.
E não te mataste, essa é a verdade.


Estás preso à vida como numa jaula.
Estamos todos presos
nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver
de fora e nos dizer: é azul.
E já o sabíamos, tanto
que não te mataste e não vais
te matar
e agüentarás até o fim.


O certo é que nesta jaula há os que têm
e os que não têm
há os que têm tanto que sozinhos poderiam
alimentar a cidade
e os que não têm nem para o almoço de hoje


A estrela mente
o mar sofisma. De fato,
o homem está preso à vida e precisa viver
o homem tem fome
e precisa comer
o homem tem filhos
e precisa criá-los
Há muitas armadilhas no mundo e é preciso quebrá-las.

Virando, girando, inventando: possibilitando recursos de criação

Gibi – Ler e criar é diversão!


PÚBLICO  ALVO:  ANOS INICIAIS DO  ENSINO FUNDAMENTAL


POR QUE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS?

Os quadrinhos têm como objetivo principal a narração de fatos procurando reproduzir uma conversação natural, na qual os personagens interagem face a face, expressando-se por palavras e expressões faciais e corporais. Todo o conjunto do quadrinho é responsável pela transmissão do contexto enunciativo ao leitor. Assim como na literatura, o contexto é obtido por meio de descrições detalhadas através da palavra escrita. Nas Histórias em Quadrinhos, esse contexto é fruto da dicotomia verbal / não verbal, na qual tanto os desenhos quanto as palavras são necessárias ao entendimento da história, Eguti (2001).

          É um gênero textual instigante, prazeroso, pertinente à realidade do aluno, rico de recursos semióticos e um material didático de fácil aquisição. É um gênero que contribui para que o aluno desenvolva a interpretação, pois a estrutura textual é próxima da oralidade. Sendo assim, ao ler, o aluno consegue identificar quem está falando, o assunto que está falando e para quem está falando.

 
OBJETIVO GERAL  

Confeccionar um Gibi com tiras lidas e conhecidas pelo grupo para ter mais uma fonte de leitura na sala e para doar ao acervo da escola.

DICA: É interessante compartilhar com os alunos o objetivo geral  desde o início do Projeto


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Ampliar o repertório de personagens e histórias em quadrinhos;
  • Compreender o significado da história observando imagens;
  • Decifrar expressões dos personagens;
  • Contar e comentar as histórias em quadrinhos lidas;
  • Compreender o enredo da história;
  • Ler respeitando as convenções gráficas desse tipo de texto.
  • Reconhecer as especificidades desses textos: onomatopéias, os tipos de balões, o humor, as características dos personagens, etc.
  • Saber encontrar as tiras nos diversos cadernos de um jornal e internet.
  • Investigar imagem e produzir texto apropriado.
  • Identificar as etapas para se confeccionar um gibi;
  • Utilizar o computador e objeto de aprendizagem "Maquinas de quadrinho"
  • Ouvir e respeitar idéias dos colegas.  



Ações do Professor


1. Selecionar semanalmente tiras que sejam adequadas à faixa etária.

2. Considerar os saberes das crianças sobre os personagens apresentados.

3. Afixar no mural a sala as histórias em quadrinhos já conhecidas para que as crianças possam ler e se divertir com os textos nos momentos que quiserem.

4. Repetir a leitura de histórias em quadrinhos já conhecidas.

5. Promover, freqüentemente, leituras de histórias em quadrinhos afixadas no mural da sala para todo o resto do grupo.

6. Garantir que as crianças conheçam os personagens das histórias em quadrinhos lidas antes de produzir as próprias histórias com esses personagens.

7. Instruir através do recurso data-show - como as crianças podem explorar o objeto de aprendizagem "Máquina de Quadrinhos".

8. Garantir que as crianças conheçam os recursos disponíveis na “Máquina de Quadrinhos" para sua utilização.

9. Garantir que as crianças conheçam a função comunicativa dos diferentes balões: quando está pensando, quando está falando, quando é o narrador que está falando e não o personagem, para utilizá-los em suas histórias.

10. Conversar, freqüentemente, com o grupo sobre o cuidado que se deve ter com os materiais coletivos  destacando  o uso dos computadores.




 ATIVIDADES – ALGUMAS ETAPAS:


1-Levar as crianças ao laboratório de informática  para criar um email, que irão utilizar posteriormente no “ Maquinas de Quadrinhos”.

2-Explorar os sites:












4- Contar e comentar as histórias em quadrinhos lidas.

5-Levar os jornais selecionados para a roda, apresentando as partes que compõem um jornal destacando, principalmente, as tiras em quadrinhos e seus autores.

6-Conversar com o grupo sobre os personagens que conhecem das histórias em quadrinhos e suas características.

7-Apresentação de novos personagens e autores para ampliação do repertório das crianças.

8-Elaborar uma lista coletiva com as principais características dos personagens que conhecem.

9-Conversar sobre as características das histórias e quadrinhos: as onomatopéias, os tipos de balões, as características dos personagens, etc.

10-Apresentar aos alunos uma história em quadrinhos contendo numeração cada quadrinho, no data show. A numeração dos quadrinhos ajudará  orientar e precisar a observação dos alunos.
-Leitura silenciosa da história em quadrinhos.
- Rever oralmente com os alunos os gêneros textuais já conhecidos e estabelecerão,  juntos, comparações:
-O uso de balões na representação das falas;
-A ausência de parágrafos e travessões;
-A pouca presença ou total ausência do narrador;


11-Conversar sobre a confecção do álbum e a oportunidade de contribuir com o acervo da escola e com as outras crianças que irão ler e se divertir com ele.

12- Em cada roda de leitura de histórias em quadrinhos, repetir a leitura duas ou mais vezes e, em seguida, afixá-la na parede da sala para que possam ler sozinhos.

13-Promover situações de leitura de histórias em quadrinhos já memorizadas, solicitando que algumas crianças leiam sozinhas e as outras observem.

14-Levar uma história em quadrinhos (uma tira) nova - ainda não lida para o grupo - com os balões em branco e pedir que produzam coletivamente uma história a partir das ilustrações, isto é, que investiguem a imagem, retome as características conhecidas dos personagens e produzam um texto apropriado. Depois das várias criações diferentes do grupo, apresentar a original e conversar sobre a versão de que mais gostaram. Escrever a versão eleita nos balões.

15-  Propor as crianças que em duplas elaborem um roteiro da história que irão criar no “Máquina de Quadrinhos” .  Definindo  a história, cenário, personagens e  falas.

16- Discussão e apresentação  da atividade.

17- Montagem das histórias em quadrinhos pelas duplas, no laboratório de informática utilizando o   objeto de aprendizagem: “Máquina de Quadrinhos”.


18- Impressão das histórias em quadrinhos e montagem do Gibi.

19-  Lançamento do Gibi e finalização do projeto


AVALIAÇÃO:

A avaliação do Projeto será feita durante todo o processo, em sala de aula e nas demais atividades realizadas.






 
 
 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

No giro do vento : O computador como Recurso Pedagógico

As crianças  que estão iniciando o processo de alfabetização são capazes de utilizar o computador, pois essa é uma ferramenta de inestimável ajuda em seu desenvolvimento, desde que a criança seja orientada de forma adequada. Observe a criança diante do monitor, perceba seu interesse em aprender sempre mais sobre essa máquina.
As atividades no computador podem ficar mais interessantes desde que seja orientado, podemos encontrar vários jogos que ajudam na coordenação motora e visual, raciocínio estratégico, nos hábitos de pesquisa. Eles despertam o interesse, ampliam o vocabulário, aguça a criatividade e a curiosidade por atividades complementares.
 
DICA:  


Utilizando o site: http://www.kidleitura.com/historinhas.htm
Incentivar os alunos a ouvirem as histórias, ler acompanhando o marcador das palavras disponibilizados  pelo programa. No final você pode incentivar os alunos a criarem um pequeno texto e ilustração no Tux Paint.



Com certeza será uma diversão no laboratório de sua escola!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ser professor


Ser professor na atualidade é ser reflexivo, questionar o quê e o porquê das coisas, inconformado pelo simples fato de não ser possível que tudo aconteça sempre da mesma maneira sem nunca haver alguém capaz de interferir nessa trajetória com o intuito de mudar, transformar, fazer novo, revolucionar e melhorar. É indagar diariamente: sou um professor que desperta a curiosidade dos alunos? Proporciono momentos de reflexão?  Desenvolvo uma prática dialógica? Há interação entre os alunos? Aprendo com eles? Ouço suas ideias?  Busco novas metodologias?
A tecnologia em sala de aula pode ser utilizada como uma estratégia pedagógica adicional, o que não pode ocorrer é o professor ignorar o fato de a tecnologia fazer parte do dia-a-dia do aluno. Os recursos tecnológicos são meios fundamentais para tornar as aulas mais instigantes e apreciadas
Há tempos, era tolerável dizer ao aluno que existiam na escola duas obrigações: a do professor de ensinar e a do aluno de aprender. Hoje, nossos alunos são questionadores e, quando o fazem, estão devidamente embasados em dados atuais que muitas vezes ainda não chegaram ao conhecimento do professor. Logo, cabe ao professor entender que o conhecimento não mais é gerado na escola. A sala de aula deixou de ser o lugar onde se transfere saberes, passando a ser um espaço onde se produz conhecimento. Muito do que os alunos aprendem acontece fora das quatro paredes da sala de aula. Cabe ao professor tão somente transformar informação em conhecimento pelo debate, pela problematização, pelo questionamento, pela reflexão, mas, para que isso ocorrá, é necessário estar devidamente preparado num constante processo de autoformação e aprendizagem.