No mundo há muitas armadilhas
Ferreira Gullar
No mundo há muitas armadilhas
e o que é armadilha pode ser refúgio
e o que é refúgio pode ser armadilha
Tua janela por exemplo
aberta para o céu
e uma estrela a te dizer que o homem é nada
ou a manhã espumando na praia
a bater antes de Cabral, antes de Tróia
(há quatro séculos Tomás Bequimão
tomou a cidade, criou uma milícia popular
e depois foi traído, preso, enforcado)
No mundo há muitas armadilhas
e muitas bocas a te dizer
que a vida é pouca
que a vida é louca
E por que não a Bomba? te perguntam.
Por que não a Bomba para acabar com tudo, já
que a vida é louca?
Contudo, olhas o teu filho, o bichinho
que não sabe
que afoito se entranha à vida e quer
a vida
e busca o sol, a bola, fascinado vê
o avião e indaga e indaga
A vida é pouca
a vida é louca
mas não há senão ela.
E não te mataste, essa é a verdade.
Estás preso à vida como numa jaula.
Estamos todos presos
nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver
de fora e nos dizer: é azul.
E já o sabíamos, tanto
que não te mataste e não vais
te matar
e agüentarás até o fim.
O certo é que nesta jaula há os que têm
e os que não têm
há os que têm tanto que sozinhos poderiam
alimentar a cidade
e os que não têm nem para o almoço de hoje
A estrela mente
o mar sofisma. De fato,
o homem está preso à vida e precisa viver
o homem tem fome
e precisa comer
o homem tem filhos
e precisa criá-los
Há muitas armadilhas no mundo e é preciso quebrá-las.
Catavento de Palavras
O movimento.
O ar.
As transformações.
As velocidades.
O vento.
O ar.
As transformações.
As velocidades.
O vento.
domingo, 27 de novembro de 2011
Virando, girando, inventando: possibilitando recursos de criação
Gibi – Ler e criar é diversão!
PÚBLICO ALVO: ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
POR QUE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS?
Os quadrinhos têm como objetivo principal a narração de fatos procurando reproduzir uma conversação natural, na qual os personagens interagem face a face, expressando-se por palavras e expressões faciais e corporais. Todo o conjunto do quadrinho é responsável pela transmissão do contexto enunciativo ao leitor. Assim como na literatura, o contexto é obtido por meio de descrições detalhadas através da palavra escrita. Nas Histórias em Quadrinhos, esse contexto é fruto da dicotomia verbal / não verbal, na qual tanto os desenhos quanto as palavras são necessárias ao entendimento da história, Eguti (2001).
É um gênero textual instigante, prazeroso, pertinente à realidade do aluno, rico de recursos semióticos e um material didático de fácil aquisição. É um gênero que contribui para que o aluno desenvolva a interpretação, pois a estrutura textual é próxima da oralidade. Sendo assim, ao ler, o aluno consegue identificar quem está falando, o assunto que está falando e para quem está falando.
É um gênero textual instigante, prazeroso, pertinente à realidade do aluno, rico de recursos semióticos e um material didático de fácil aquisição. É um gênero que contribui para que o aluno desenvolva a interpretação, pois a estrutura textual é próxima da oralidade. Sendo assim, ao ler, o aluno consegue identificar quem está falando, o assunto que está falando e para quem está falando.
OBJETIVO GERAL
Confeccionar um Gibi com tiras lidas e conhecidas pelo grupo para ter mais uma fonte de leitura na sala e para doar ao acervo da escola.
DICA: É interessante compartilhar com os alunos o objetivo geral desde o início do Projeto
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Ampliar o repertório de personagens e histórias em quadrinhos;
- Compreender o significado da história observando imagens;
- Decifrar expressões dos personagens;
- Contar e comentar as histórias em quadrinhos lidas;
- Compreender o enredo da história;
- Ler respeitando as convenções gráficas desse tipo de texto.
- Reconhecer as especificidades desses textos: onomatopéias, os tipos de balões, o humor, as características dos personagens, etc.
- Saber encontrar as tiras nos diversos cadernos de um jornal e internet.
- Investigar imagem e produzir texto apropriado.
- Identificar as etapas para se confeccionar um gibi;
- Utilizar o computador e objeto de aprendizagem "Maquinas de quadrinho"
- Ouvir e respeitar idéias dos colegas.
Ações do Professor
1. Selecionar semanalmente tiras que sejam adequadas à faixa etária.
2. Considerar os saberes das crianças sobre os personagens apresentados.
3. Afixar no mural a sala as histórias em quadrinhos já conhecidas para que as crianças possam ler e se divertir com os textos nos momentos que quiserem.
4. Repetir a leitura de histórias em quadrinhos já conhecidas.
5. Promover, freqüentemente, leituras de histórias em quadrinhos afixadas no mural da sala para todo o resto do grupo.
6. Garantir que as crianças conheçam os personagens das histórias em quadrinhos lidas antes de produzir as próprias histórias com esses personagens.
7. Instruir através do recurso data-show - como as crianças podem explorar o objeto de aprendizagem "Máquina de Quadrinhos".
8. Garantir que as crianças conheçam os recursos disponíveis na “Máquina de Quadrinhos" para sua utilização.
9. Garantir que as crianças conheçam a função comunicativa dos diferentes balões: quando está pensando, quando está falando, quando é o narrador que está falando e não o personagem, para utilizá-los em suas histórias.
10. Conversar, freqüentemente, com o grupo sobre o cuidado que se deve ter com os materiais coletivos destacando o uso dos computadores.
ATIVIDADES – ALGUMAS ETAPAS:
1-Levar as crianças ao laboratório de informática para criar um email, que irão utilizar posteriormente no “ Maquinas de Quadrinhos”.
2-Explorar os sites:
4- Contar e comentar as histórias em quadrinhos lidas.
5-Levar os jornais selecionados para a roda, apresentando as partes que compõem um jornal destacando, principalmente, as tiras em quadrinhos e seus autores.
6-Conversar com o grupo sobre os personagens que conhecem das histórias em quadrinhos e suas características.
7-Apresentação de novos personagens e autores para ampliação do repertório das crianças.
8-Elaborar uma lista coletiva com as principais características dos personagens que conhecem.
9-Conversar sobre as características das histórias e quadrinhos: as onomatopéias, os tipos de balões, as características dos personagens, etc.
10-Apresentar aos alunos uma história em quadrinhos contendo numeração cada quadrinho, no data show. A numeração dos quadrinhos ajudará orientar e precisar a observação dos alunos.
-Leitura silenciosa da história em quadrinhos.
- Rever oralmente com os alunos os gêneros textuais já conhecidos e estabelecerão, juntos, comparações:
-O uso de balões na representação das falas;
-A ausência de parágrafos e travessões;
-A pouca presença ou total ausência do narrador;
11-Conversar sobre a confecção do álbum e a oportunidade de contribuir com o acervo da escola e com as outras crianças que irão ler e se divertir com ele.
12- Em cada roda de leitura de histórias em quadrinhos, repetir a leitura duas ou mais vezes e, em seguida, afixá-la na parede da sala para que possam ler sozinhos.
13-Promover situações de leitura de histórias em quadrinhos já memorizadas, solicitando que algumas crianças leiam sozinhas e as outras observem.
14-Levar uma história em quadrinhos (uma tira) nova - ainda não lida para o grupo - com os balões em branco e pedir que produzam coletivamente uma história a partir das ilustrações, isto é, que investiguem a imagem, retome as características conhecidas dos personagens e produzam um texto apropriado. Depois das várias criações diferentes do grupo, apresentar a original e conversar sobre a versão de que mais gostaram. Escrever a versão eleita nos balões.
15- Propor as crianças que em duplas elaborem um roteiro da história que irão criar no “Máquina de Quadrinhos” . Definindo a história, cenário, personagens e falas.
16- Discussão e apresentação da atividade.
17- Montagem das histórias em quadrinhos pelas duplas, no laboratório de informática utilizando o objeto de aprendizagem: “Máquina de Quadrinhos”.
18- Impressão das histórias em quadrinhos e montagem do Gibi.
19- Lançamento do Gibi e finalização do projeto
AVALIAÇÃO:
A avaliação do Projeto será feita durante todo o processo, em sala de aula e nas demais atividades realizadas.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
No giro do vento : O computador como Recurso Pedagógico
As crianças que estão iniciando o processo de alfabetização são capazes de utilizar o computador, pois essa é uma ferramenta de inestimável ajuda em seu desenvolvimento, desde que a criança seja orientada de forma adequada. Observe a criança diante do monitor, perceba seu interesse em aprender sempre mais sobre essa máquina.
As atividades no computador podem ficar mais interessantes desde que seja orientado, podemos encontrar vários jogos que ajudam na coordenação motora e visual, raciocínio estratégico, nos hábitos de pesquisa. Eles despertam o interesse, ampliam o vocabulário, aguça a criatividade e a curiosidade por atividades complementares.
As atividades no computador podem ficar mais interessantes desde que seja orientado, podemos encontrar vários jogos que ajudam na coordenação motora e visual, raciocínio estratégico, nos hábitos de pesquisa. Eles despertam o interesse, ampliam o vocabulário, aguça a criatividade e a curiosidade por atividades complementares.
DICA:
Utilizando o site: http://www.kidleitura.com/historinhas.htm
Incentivar os alunos a ouvirem as histórias, ler acompanhando o marcador das palavras disponibilizados pelo programa. No final você pode incentivar os alunos a criarem um pequeno texto e ilustração no Tux Paint.
Com certeza será uma diversão no laboratório de sua escola!
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